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Poema inútil

Maio 17, 2012

No presente tempo

o mesmo choro doendo.

 

Já não tenho quem

me conte as histórias

que me adormeciam

por cima das horas.

 

Já não tenho quem

toque minha face

com os longos dedos

em que me calava.

 

No presente tempo

o mesmo soluço doendo:

entre meu lábio

e meu olhar lento.

 

 Glória de Sant’Anna in Poemas do tempo agreste,1964, pag.11

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