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Poema

Outubro 11, 2012
Porque estou encerrada
meu choro é de prata
e de mágoa.
 
Puro véu me prende,
tecido de palavras
de antigamente.
 
De sal meu alimento,
de fel minha bebida.
Eis que me prolongo
sem sentido.
 
Nada será meu bem
e meu castigo.
 

Glória de Sant’Anna in Poemas de Tempo Agreste, 1964  pag.33

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