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Xácara

Maio 28, 2015

Na poeira meiga do caminho morno,
aquela negrinha,

(Quem era
por sob
o cílio suspenso
e o rosto sem nome?)

Na luz inclinada da tarde macia,
aquela negrinha todos os dias.

( Quem era
por sob
as densas ramadas
até lá longe? )

Na tarde cansada,
aquela negrinha…

( Quem foi o m’kunha
que a vestiu bonita
e fez de seus olhos
uma coisa antiga ?)

Aquela negrinha na tarde cansada,
correndo infantil de cílio suspenso,
de chita vermelha, de face voltada,
era mais feliz
do que eu penso.

Glória de Sant’Anna in Música Ausente, 1954 (p.p.69,71)

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