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ANTE ( o rosto de Azur )

Julho 12, 2016

de sangue salgado se vestem

estas minhas palavras

e é sangue e sal o que escrevo

e mágoa

 

da verdadeira impossibilidade de lágrimas

 

tudo já ultrapassa

o tecido da face que vos apresento

ou não molhada

 

nem (reparem) nem um grito

seria a expressão exacta

já nem

 

porque como tudo um grito

é um facto que se estilhaça

e acaba

 

Glória de Sant’Anna in Gritoacanto, 1970 -1974 – Amaranto, 1988 p. 229

One Comment leave one →
  1. MARIA EMILIA GIL permalink
    Julho 12, 2016 11:30 pm

    BONITO E PROFUNDO, COMO SEMPRE. OBRIGADA

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