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ÉS BURAI SALIHINA

Fevereiro 1, 2018

quando chegaste vinhas
hesitando
como quem corta o vento

não sabendo
se haveria lugar
para o que querias

o sossego da casa
as frases breves
de uma outra língua

mas hoje anos passados
sentas-te ao sol coado
na varanda
lendo o teu alcorão

sem que ninguém te impeça
de seres um dia chefe
e de quereres fazer serviços de homem
para sujar as mãos

 

Glória de Sant’Anna in Algures no Tempo, 2005 (p.24) Edição da autora

GRITOACANTO

Janeiro 4, 2018

PRESÉPIO

Dezembro 24, 2017

O Menino nasceu

e os magos chegam
de trilhos remotos

e pastores
e anhos

todos ajoelham

e os anjos cantam


vamos

vinde comigo
e ajoelhamos

 

Glória de Sant’Anna in Trinado para a Noite que Avança, 2009

Novembro 8, 2017

até que volte a ver-vos me reconhecereis
não pela face desnecessária mas
porque aí estareis apenas

Glória de Sant’Anna in GRITOACANTO, 1970 – 1974

.

GRITOACANTO

Outubro 10, 2017

[…]

ai e caminhas em busca do horizonte
que mergulha em teu rosto alongado e tão puro

tacteando (ai quase sim quase tacteando ainda)

o que te envolve de novo e aparente
mente a procura que te anima

tão longo caule tenro te transformas
no entanto mantendo aquela fina
incontrolável ânsia de ternura
que em todo o tempo foi teu próprio nome

Glória de Sant’Anna in GRITOACANTO 1970-1974

Setembro 26, 2017

Setembro 9, 2017

Eduardo White / Comentário a uma pergunta.

Pelo que me é dado a conhecer a escrita de Eduardo White é de uma intensa beleza.
Uma inteligência devastadora conduz a emoção pelas palavras, transforma-as, cria paisagens e áreas de conhecimento.
Se eu submeter Eduardo White a um título, direi que ele luta. E a luta em todas as dimensões é de Jacob e o Anjo.
Mas não vou submetê-lo senão ao meu apreço na literatura. E ao voto que se prossiga o seu trilho.

Glória de Sant’Anna, 14 de Junho de 2008